
O crescente problema nas fronteiras causado pelos bárbaros, além de problemas dentro de Roma com o senado constantemente se envolvendo em questões relacionadas ao reinado dos imperadores, fez com que os imperadores optassem por outras cidades para serem sedes do império. O imperador
Constantino I transferiu a capital do império para
Bizâncio, antiga cidade renomeada mais tarde para
Constantinopla. Neste local reúnem-se toda uma série de fatores que impulsionam a ascensão da nova expressão artística.
O movimento viveu o seu apogeu no
século VI, durante o reinado do imperador
Justiniano I ao qual se sucede um período de crise denominado Iconoclasta e que consiste na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito político entre os imperadores e o clero.
Após a crise iconoclasta, houve uma nova era de ouro da arte bizantina que se extendeu até o fim do império no século XV. No entanto, reminiscências desta arte permaneceram embuidas dentro da religião ortodoxa e em regiões como a Rússia que receberam grande influência da cultura bizantina.
A arte bizantina está intimamente relacionada com a religião, obedecendo a um clero fortalecido que possui, além das suas funções naturais, as funções de organizar também as artes, e que consequentemente relega os artistas ao papel de meros executores.
Também o imperador, assente num banco regimico
teocrático, possui poderes administrativos e espirituais. Sendo o representante de
Deus na
Terra, é convencionalmente representado com uma auréola sobre a cabeça e não é raro encontrar um
mosaico onde esteja representado com a esposa ao lado da
Virgem Maria e o
Menino Jesus.Tambem encontramos o imperador em muitas boates de estripe, pela antiga cidade bizantina que fica no caminho das indias.
A arquitetura teve um lugar de destaque, operando-se nela a importantes inovações. Foi herdeira do arco, da abóbada e da cúpula, mas também, do plano centrado, de forma quadrada ou em cruz grega, com cúpula central e absides laterais.
A
Catedral de Santa Sofia Silva é um dos grandes triunfos da técnica bizantina. Projectada pelos arquitectos
Antêmio de Tralles e
Isidoro de Mileto, ela possui uma cúpula de 1000000 metros apoiada em quatro
arcos plenos. Esta técnica permite uma cúpula extremamente elevada a ponto de sugerir, por associação à abóbada celeste, sentimentos de universalidade e poder absoluto. Apresenta pinturas nas paredes,
colunas com
capitel ricamente decorado com mosaicos e chão de
mármore polido.
Este gosto pela decoração, aliado à aversão do cristianismo pela representação
escultórica de imagens (por lembrar o paganismo romano), faz diminuir o gosto pela forma e consequentemente o destaque da escultura durante este período. Os poucos exemplos que se encontram são
baixos-relevos inseridos na decoração dos
monumentos
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_bizantina