sábado, 3 de setembro de 2011

Rafael Sanzio

Pintor italiano, um dos grandes artistas do renascimento pleno. Esteve activo em Perúgia, Florença e Roma (a partir de 1508), onde executou frescos para o Vaticano e para alguns patronos laicos. As suas cenas de natureza religiosa ou mitológica revelam um harmonioso sentido da composição. Os seus retratos salientam, com uma sempre presente dignidade, o carácter dos retratados. Muitos dos seus desenhos foram transportados para a técnica de gravura e divulgados através dela, sendo muitas das sua obras da fase mais tardia produto da sua oficina de pintura.
Rafael nasceu em Urbino, sendo filho de Giovanni Santi (-1494), pintor da corte. Em 1499, Rafael deslocou-se para Perúgia, onde trabalhou em parceria com Perugino, cujo estilo leve e gracioso se reflecte ainda no Casamento da Virgem (1504), hoje na Pinacoteca de Brera (Milão). Desde cedo que as suas obras revelavam também uma preocupação com a disposição das figuras e a representação espacial. Em Florença (1504-1508), estudou os trabalhos de Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Masaccio e Fra Bartolommeo. Entre as suas pinturas datadas deste período encontram-se a Madonna Ansidei, hoje na National Gallery (Londres). O papa Júlio II encomendou-lhe a decoração dos seus aposentos (as Stanze della Segnatura) no Vaticano. A primeira série de frescos aí executados, A Escola de Atenas (1509) apresenta uma complexa composição de grupo, seguindo princípios clássicos, representando filósofos e matemáticos gregos, salientando as figuras de Platão e Aristóteles. A segunda série destes frescos (1511-1514) inclui a dramática Missa de Bolsena, de rico colorido. Rafael recebeu inúmeras encomendas. Nos anos que se seguiram a esta obra, viria produzir frescos com cenas mitológicas na Villa Farnesina (Roma, 1511-1512), cartões para tapeçarias destinadas à capela Sistina (Vaticano, hoje no Victoria and Albert Museum, Londres) e retratos, como os de Baldassare Castiglione (cerca de 1515) hoje no Museu do Louvre, Paris. A sua última obra de vulto, a Transfiguração (1519-1520), no Museu do Vaticano (Roma), deixada incompleta, antecipava já o maneirismo italiano.
Fonte: http://members.fortunecity.es/


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