sábado, 3 de setembro de 2011

O Renascimento da Península Itálica


A Itália foi o berço do Renascimento. O renascimento italiano foi, sobretudo, um fenômeno urbano, produto das cidades que floresceram no centro e no norte da Itália, como Florença, Ferrara, Milão e Veneza, resultado de um período de grande expansão econômica e demográfica dos séculos XII e XIII. A região italiana estava dividida e as cidades possuíam soberania. Na verdade o Renascimento desenvolveu-se em algumas cidades italianas, principalmente aquelas ligadas ao comércio. Desde o século XIII, com a reabertura do Mediterrâneo, o comércio de várias cidades italianas com o oriente intensificou-se, possibilitando importantes transformações, como a formação de uma camada burguesa enriquecida e que necessitava de reconhecimento social. O comércio comandado pela burguesia foi responsável pelo desenvolvimento urbano, e nesse sentido, responsável por um novo modelo de vida, com novas relações sociais onde os homens encontram-se mais próximos uns dos outros. Dessa forma podemos dizer que a nova mentalidade da população urbana representa a essência dessas mudanças e possibilitará a Produção Renascentista.
Durante a época da literatura renascentista na Itália, o debate central recaiu sobre a língua. O teatro foi a principal diversão nas cortes. Os atores canônicos recorrem largamente ao repertório greco-latino. Bibbiena, Ariosto, Arentino e sobretudo Maquiavel foram os talentos mais originais da época. Cartiglione e Della Casa elaboraram os códigos de um ideal humano. A reflexão histórica e política foi levada a efeito por Guicciardini. Com exceção de Michelangelo, os poetas líricos submeteram-se aos modelos de Petrarca. As melhores produções poéticas devem-se a Ariosto com o Orlando Furioso, e a Fasso, com Jerusalém libertada. No plano da criação artística, o momento do renascimento era basicamente a busca por uma linguagem racional e pela retomada da herança clássica da Antigüidade.

As fases da arte renascentista foram:

• O quattrocento: numa primeira fase essencialmente florentina, multiplicaram-se as experiências favorecidas pelo mecenato e inspiradas no humanismo, graças à uma geração de inovadores: os arquitetos Brunellesch (cápsula da catedral 1420-1434/1436), Michelozzo, Alberti; os escultores Donatello Gliberti (Della Robbia); os pintores Masaccio (afrescos da igreja do carmine em Florença 1426-1427), principalmente.
• Fase clássica em Roma e Veneza: o século XVI foi dominado pelo extraordinário desenvolvimento da arte romana, desde o advento de Júlio II (1503) até o saque de Roma em 1527. Bramante ampliou nova concepção de arquitetura ao entrar em contato com os movimentos da antiguidade. Depois de iniciar-se como pinturas e esculturas, Michelangelo chegou à corte vaticana em 1505 levado pelo papa, que lhe encomendou o próprio túmulo e os afrescos do teto da Capela Sistina. Vindo de Urbino, Rafael partiu para Roma onde iniciou a decoração das salas do Vaticano. O classicismo veneziano desenvolveu-se por volta de 1530.
• O maneirismo: desvia com relação ao classicismo, irrealismo, refinamento e ênfase. Essas foram as principais características do estilo maneirista, nascido com talentos seguidores de Rafael e Michelangelo. Formaram alongadas e flexíveis, em modelado liso e certa ausência de expressão definiram a escultura da época. Dois centros rivalizavam: Toscana e o norte da Itália.


Países Baixos


As atividades comerciais e manufatureiras sempre estiveram presentes com muita força na região desde o final da Idade Média. Isto foi um fato determinante para o desenvolvimento do Renascimento, de um mercado de artes e artistas e do mecenato. Foi na pintura que o Renascimento flamengo se manifestou mais claramente. Robert Campin (1375-1444), Bruegel e os irmãos Jan (1390-1441) e Hubert (1366-1426) Van Eyck, entre tantos outros, foram os que mais se destacaram. Mas talvez venha da literatura seu intelectual mais conhecido, Erasmo dde Rotterdam (1466-1536), em cuja obra principal (Elogio da Loucura) criticou duramente a cultura medieval e a corrupção da Igreja Católica.


Alemanha


A renascença alemã ocorreu por volta de XVI e XVII. Esse período teve um início particularmente fértil. Grandes mestres , pintores e gravadores, influenciados pela Itália, embora preservassem sua originalidade germânica, deram origem a uma arte de extraordinária densidade: Dürer, de gênio universal, Grünewald, Cranach, o Velho ,. Burgkmair, Altdorfer, H. Baldung e o maravilhoso retratista Holbein, O Jovem. A época seguinte e o século XVII foram muito menos ricos. A tradução da Bíblia por Lutero no século XVI fixou as bases da moderna lingua alemã. A reforma e a contra-reforma inspiraram textos polêmicos, renovaram o lirismo religioso, originaram uma tendência realista (Hans Sachs) e suscitaram uma arte e literatura barrocas, a que se ligou Grimmelshausen. Por volta de 1700, a literatura alemã sofreu uma marcante influência francesa, que mais tarde foi substituida pela inglesa, fato que determinaria a inclinação de Lessing para um teatro de modelo shakespeariano e a constituição de uma primeira modalidade de classicismo no romance e na poesia, levada a efeito por Wieland, À margem do racionalismo, um movimento religioso e sentimental manifestou-se na obra de F. Gottlieb Klopstock.


França


O Renascimento francês foi menos vigoroso que o italiano e o flamengo. Os monarcas Luís XI e Francisco I foram autênticos mecenas ,financiando e protegendo artistas e intelectuais. As realizações mais notáveis estão no campo da literatura, com François Rabelais (1494-1553), criador dos personagens Gargântula e Pantagruel, em livros que renovaram a prosa e criticaram a Igreja e o universo medieval, e na filosofia, com Michael de Montaige (1533-1592).


Inglaterra


Aqui o Renascimento ocorreu tardiamente, no final do século XV , coincidindo com a centralização do Estado Inglês . A música, a literatura e o teatro tiveram um desenvolvimento significativo na Inglaterra renascentista. Surgiram neste período vários tradutores das obras clássicas para o Inglês. Um dos humanistas ingleses mais criativos foi Thomas Morus (1475-1535), autor de Utopia (1516), em que descreve as condições de vida de uma sociedade sem ricos e pobres, em uma ilha imaginária. Por problemas religiosos, ele foi preso e executado por ordem do rei Henrique VIII. O pensador e filósofo Francis Bacon (1561-1626) começou a desenvolver o método indutivo e experimental e ainda serve de referência para a compreensão da ciência moderna. Talvez seja no teatro que tenha surgido o mais notável homem de letras da Inglaterra: William Shakespeare (1564-1618). Considerado como um dos maiores dramaturgos de todos os tempos, apesar de que algumas de suas obras criticarem os valores do cavaleiro e do mundo medieval e a falta de um rei poderoso, muitas vezes ele demonstrou aceitar a influência do imaginário popular da Idade Média, composto por Bruxas, fantasmas, fadas e faunos.


Portugal e Espanha


O Renascimento na península Ibérica assumiu características especiais, sendo ás vezes influenciado pelas artes mouras e pelo cristianismo. Os renascentistas espanhóis mais importantes foram o pintor El Greco (1541-1614) e o escritor Miguel de Cervantes (1547-1616), autor de Dom Quixote de la Mancha. Em Portugal, o destaque foi o poeta Luís de Camões (1525-1580), autor da famosa epopéia sobre a conquista marítima portuguesa: Os Lusíadas. Há também as obras do teatrólogo Gil Vicente (1470-1536), criador do teatro nacional português.

Fonte: http://ogaitpf.sites.uol.com.br/as.html


7 comentários:

Anônimo disse...

fuder

Anônimo disse...

que bosta

Anônimo disse...

voces fiseram o isso tudo errado eu sou professora de artes e o que voces falaram foi uma merda voces so poder ter ficado com vermelha com esse trabalho tudo errado voces perderam tempo fazendo isso porque o que adiantou voce fazer se voces fizeram errado que merda

Anônimo disse...

voces fiseram o isso tudo errado eu sou professora de artes e o que voces falaram foi uma merda voces so poder ter ficado com vermelha com esse trabalho tudo errado voces perderam tempo fazendo isso porque o que adiantou voce fazer se voces fizeram errado que merda

Anônimo disse...

que bosta

Unknown disse...

Muito bom esse texto tirei todas as minhas duvidas MEUS PARABENS

Anônimo disse...

teria como dier em flandres, entre os germanos e francos entre os ingleses e na península ibérica??

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